ARTHUR

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DANIEL

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domingo, 29 de abril de 2012

ARTHUR com 3 anos e 9 meses / DANIEL com 1 ano

O concurso acabou! Agora tenho mais tempo para me dedicar ao blog. Obrigada a todos que torceram por mim!

DANIEL

1 ano já se passou! Como o tempo voa!!! Quinta-feira (03/05/12) o Daniel faz 1 aninho!

MOMENTO DESABAFO

Essas duas semanas não foram fáceis pois o Daniel teve uma inflamaçãozinha na garganta, bronquiolite, vacina contra gripe, gripe, febre, nascimento dos dentes de cima (estão despontando), nariz escorrendo de minuto em minuto (pelo menos, não precisamos usar nenhum antibiótico)... Resultado: noites mal (muito mal) dormidas, olheiras, horas no hospital, stress, mal humor (meu e do marido), cansaço, às vezes, desespero... Confesso que ainda restava uma vontadezinha (Beeeem lá no fundo!) de ter mais um (umA, pra ser mais exata), mas, depois dessa semana, a vontade foi embora de vez! Acho que minha família já está completa e me sinto feliz com ela do jeito que está!

E se a vontade voltar, vou reler esse post para não esquecer tudo que passamos!

Chega de lamúrias e vamos aos bons (E também cansativos!) momentos!

Meu pequeno Daniel é muuuuito sapeca! Peeeensa num menino sapeca... é o Daniel! Ele abre as gavetas, armários, caixas e tudo que ele consegue segurar ele pega e joga no chão, só por jogar, pra fazer barulho ou pra ver tudo esparramado! E se eu pego da mão dele e digo NÃO, pensa que ele liga? Liga, não... Parte pra outra rapidinho!

Sobe TODOS os degraus sozinho... Claro que ficamos atrás supervisionando, mas o molequinho consegue subir sozinho e rápido!

Também não tem medo do escuro, ou de ficar sozinho, nem do labrador que mora na casa da frente e de seus fortes e altos latidos. Tudo pra ele é festa! Se deixo a porta da casa aberta, ele sente a brisa de longe e vem que vem correndo pra dar uma escapadinha.

E o sono??? Dorme pouquíssimo durante o dia, tipo 1 hora no almoço e, às vezes (às vezes!), dorme uma meia horinha (!) no fim da tarde. Depois, vai dormir lá pelas 22h/23h. E acorda 07h/08h (após várias acordadinhas durante a noite!), principalmente agora que o nariz está entupido por causa da gripe.

PESOS E MEDIDAS

02/03/12 - 10 meses - 8.300 kg - 72 cm
13/04/12 - 11 meses e 10 dias - 8.800 kg

Tamanho do pé: 18/19
Roupas: tamanho 1

ALIMENTAÇÃO

Comecei a dar a mesma coisa que comemos para o Daniel (arroz, feijão, ovo, carne desfiadinha, legumes...), quero dizer, não preciso mais fazer uma comida especial para ele. Muito mais prático! Claro que tenho que ter isso em mente ao escolher o cardápio, coisas que todos possam comer, sempre incluindo legumes, verduras, pouca fritura, etc.

FIMOSE (?)

Até hoje, nunca vi a cabecinha dos pipis de meus filhos! rs... Mas parece que está evoluindo. Tomara que não precise operar! Alguém aí passou por esse drama com seus filhos?



ARTHUR

O Arthur está em uma fase incrível! Muita curiosidade, aprende tudo muito rápido, quer saber tudo sobre tudo.

Sempre quer saber que horas são:
- Qual é as horas, mãe?

Sempre tem novidades para contar:
- Acredita que ....?

Sempre uma boa resposta:
- Por que você fez cocô na cueca, filho?
- Porque eu sou criança, mãe! Não tá vendo o meu tamanho?

Sempre fala a verdade.
Nós dois tomando banho. Arthur pega na minha barriga:
- Tá molinho aqui!

Viu um amigo indo pra sala de aula sozinho e agora quer fazer igual. Pede pra eu deixá-lo no meio do caminho e vai sozinho.

Está adorando montar quebra-cabeças! Nova mania!

Fomos tomar vacina contra gripe e o Arthur, todo corajoso, disse que queria ir primeiro. Chegou na hora ele ficou gritando:
- Mudei de ideia! Mudei de ideia! Mudei de ideia!
Tomou a vacina após um escândalo antes, durante e depois! E, pra ajudar, ao completar 4 anos, tem que tomar o reforço de 3 (eu disse 3!!!!!) outras vacinas: tetravalente, tríplice viral e varicela.

ALGUÉM TEM ALGUMA DICA DO QUE PODEMOS FAZER PARA QUE AS VACINAS SEJAM MENOS TRAUMÁTICAS?


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Autoridade X Autoritarismo

Recebi esta matéria por e-mail. É um pouco antiga, mas muitíssimo atual e importante, por isso, resolvi compartilhá-la com vocês! É a matéria de capa da revista PLANETA, de outubro de 2008, edição 433.

A AUTORIDADE EM CRISE
Crianças criadas sem consciência de limites se tornam adultos frustrados e infelizes

A autoridade parental é indispensável para a construção do caráter e da personalidade dos filhos. Crianças criadas sem consciência de limites se tornam adultos frustrados e infelizes. Muitos pais, porém, têm medo de desempenhar seu papel de educador, confundindo autoridade com autoritarismo.


Por Luis Pellegrini

 
"TENHO MEDO DE SUFOCAR SUA PERSONALIDADE OU SUA CRIATIVIDADE"

Autoridade e autoritarismo são coisas muito diferentes. Ambas as palavras têm o mesmo radical: autor. Mas, enquanto a primeira pode ser entendida como o poder de impor limites necessários para a convivência em sociedade, a segunda indica um exacerbamento desse poder, realizado pela simples imposição de uma idéia sem possibilidade de contraposição.

É exatamente por confundir e misturar os significados de autoridade e de autoritarismo que tantos pais, hoje, têm medo de exercer qualquer forma de poder sobre seus filhos - seja ele justo e necessário à boa educação da criança ou um poder ilícito e prepotente, ditado apenas pelo desejo arrogante de se impor a qualquer custo.

Em qualquer tipo de relação humana, o autoritarismo é sempre estúpido e nefasto. Mas, em relações do tipo professor/aluno e, sobretudo, nas relações entre pais e filhos, a autoridade é indispensável para a construção sadia da criança.

A autoridade enfrenta séria crise na sociedade contemporânea. Levadas ao exagero, sentenças do tipo "é proibido proibir", que se transformaram em palavras de ordem nos anos hippies das décadas de 1960 e 1970, fizeram muito mais estragos do que se poderia supor naqueles momentos de farra libertária. Plantaram nas mentes e nos corações a convicção falsa e perigosa de que, na vida, tudo são direitos e nada é dever. Boa parte dos pais de hoje (eles mesmos mal-educados) simplesmente não sabe o que fazer para controlar a rebeldia dos filhos, perdendose no interior de situações esdrúxulas nas quais quem deveria ser comandado comanda, e quem deveria mandar comete um desmando atrás do outro. Ou vocês, caros leitores, acreditam que o sucesso de séries televisivas tipo Supernanny se deve a um simples modismo?

A crise da autoridade parental é real e se reflete em projeções danosas em todos os demais aspectos da sociedade. No Brasil, basta prestar atenção ao que acontece atualmente em todas as esferas do poder governamental, seja ele executivo, legislativo ou judiciário. Há total confusão entre autoridade e autoritarismo, gerando situações de descalabro caótico, de sambas do crioulo doido nos quais o grampo e a espionagem campeiam soltos e ninguém leva a legalidade realmente a sério. O problema é exemplar e vem do berço. Quem não aprendeu desde cedo a ter consciência de limites tenderá a viver e a manifestar até o fim a sua patologia de descomedimentos.

Voltemos ao tema: a crise da autoridade parental. Quem, ao visitar algum casal amigo com criança pequena e preferir, às 10 horas da noite, dizer "tchau" e ir embora - já que a conversa era impossível com aquele pirralho que não parava de gritar -, não ouviu desculpas do tipo: "Ele não quer ir dormir", "é um inferno toda vez que chega a hora de fazer os deveres da escola", "ele faz tudo o que lhe dá na cabeça"...

Nos consultórios, os psicólogos especializados em problemas de família ouvem esses mesmos desabafos todos os dias. Qual é a causa dessa grande desordem familiar? A ausência da autoridade, dizem os especialistas. Esses pais, que pensam cuidar bem de seus filhos e procuram ser o mais zelosos e atentos possível, não impõem aquilo que deveriam impor. Seja porque rejeitam, "por princípio", toda posição de autoridade, seja porque, embora querendo manifestar sua autoridade, não conseguem mantê-la por mais de alguns instantes.

Sabemos todos, no entanto (e os educadores que trabalham em comunidades periféricas carentes melhor que ninguém), que é a falta de educação e, portanto, de autoridade - familiar, escolar ou social - que fabrica a delinqüência. Educar uma criança significa ensiná-la a se tornar um ser civilizado. Isso pressupõe, no que diz respeito aos pais, firmeza, constância e, sobretudo, a convicção de que essa autoridade é legítima porque sem ela não é possível uma construção correta da criança.

Para que isso realmente aconteça, é preciso, em primeiro lugar, que os pais superem as suas próprias resistências internas, às vezes muito sólidas, que se opõem a esse exercício. Para a moderna psicologia, são os medos dos pais que os impedem de se posicionar de modo correto. Claude Halmos, importante psicanalista francesa, explica quais são esses medos e como se livrar deles em seu livro L'Autorité expliquée aux parents (A autoridade explicada aos pais), lançado há pouco na França pela Editora Nil.

"TENHO MEDO QUE MEU FILHO DEIXE DE ME AMAR.

" Para Claude, esse é o medo que vem em primeiro lugar. O medo de ser rejeitado leva o genitor a dizer sempre "sim" e a proibir o menos possível. Esse medo, no entanto, parte de uma idéia falsa, segundo a qual uma criança seria feliz "sem limites". Ora, uma criança deixada entregue a suas próprias pulsões e seus desejos não poderá ser feliz. Ela estará limitada, incapacitada para a vida social, a escola, pois não saberá respeitar as regras que possibilitam a convivência. Estará despreparada para a vida a dois, pois esperará que seus companheiros lhe permitam tudo, como faziam seus pais.

A criança "sem limites" vive constantemente angustiada, pois não encontra nenhuma barreira que a proteja de si mesma e do mundo exterior.

Toda criança começa por recusar os limites, mas essa recusa esconde, na verdade, uma procura deles, pois ela sabe que são necessários. Por isso, a autoridade é uma prova de amor, e não de desamor. Podemos dizerlhe: "Se eu não o amasse, não me importaria com aquilo que você vai se tornar e o deixaria fazer tudo o que lhe desse na telha."

"TENHO MEDO DE SUFOCAR SUA PERSONALIDADE OU SUA CRIATIVIDADE."
 
Certas formas de autoridade - que deveríamos chamar, mais apropriadamente, de autoritarismo - podem efetivamente "quebrar" a personalidade de uma criança. A "autoridade de domador", por exemplo, que pretende submeter a criança ao poder arbitrário do adulto: "Eu sou seu patrão, você tem de me obedecer!" Mas a autoridade verdadeira a que se refere Claude em seu livro é diferente por duas razões.

"A primeira é que ela se dirige a uma criança que ouvimos e respeitamos. A segunda é que não exigimos uma submissão da criança ao adulto, mas uma submissão à regra enunciada por este último, à qual todos estamos submetidos (não bater nos outros, não roubar, etc.)." Essa autoridade verdadeira, além de não arranhar a personalidade da criança, favorece o seu florescimento. Quando evolui num universo devidamente sinalizado no qual a interdição é claramente colocada e compreendida, a criança se sente em segurança e encorajada para a criatividade.

"TENHO MEDO DE SER UM PAI VIOLENTO."

Bastaria uma única palavra, um único tapa para traumatizar uma criança para todo o sempre; é necessário, assim, engolir o sapo e permanecer impassível diante de uma criança em crise de birra desenfreada. "Essas falsas convicções, devidas em grande parte a uma leitura equivocada da psicologia da criança, constituem a raiz desse medo", explica Claude. Esse medo, no entanto, é perigoso, uma vez que, ao proporcionar aos pais uma imagem muito negativa da sua agressividade, inibe-a totalmente. Ora, segundo Claude, quando somos levados ao desespero por uma criança que grita, dá chutes e quebra as coisas, é legítimo e desejável exprimir a própria cólera, mesmo se os meios pelos quais nós a expressamos não sejam sempre aqueles que teríamos gostado de usar. Assim, a criança compreenderá que seus pais, e a outra pessoa em geral, são, como ela, sensíveis às agressões. O respeito pelos outros começa pelo respeito aos próprios pais. Mas o respeito nunca transita em mão única. Para ensinar a uma criança o que é o respeito ao próximo, é preciso primeiramente mostrar que você a respeita.


"TENHO MEDO DE PUNIR."

Fica subentendido: "Prefiro conversar." Como se a punição fosse um insulto à inteligência da criança... Para Claude, a punição, quando não é humilhante e é proporcional à falta cometida, não constitui uma forma de maus-tratos. "A punição é indispensável. A proibição deve ser ensinada à criança. Se ela transgride uma primeira vez, um chamado à ordem pode bastar. Mas se ela continua a transgredir, a punição é indispensável, e cada genitor deve inventar a punição que lhe parecer mais adaptada à criança e à gravidade da transgressão. Como uma criança poderá compreender a importância de uma regra se uma punição não sanciona a sua transgressão?"

Na opinião da psicóloga, é bem mais prejudicial para a criança e a sociedade que ela cresça com a idéia falsa e perigosa de que pode fazer o que bem entende, inclusive cometer atos maldosos, e gozar de toda impunidade. Sem contar que o genitor que se limita a falar em vez derepreender acaba por perder toda credibilidade aos olhos do seu filho. A punição serve também para fazer com que as palavras dos genitores sejam respeitadas, dando a elas peso e sentido e evitando que sejam transformadas num blablablá inofensivo.

"TENHO MEDO DE CONFLITOS."

A vida da família deve se desenrolar num clima de bom humor e serenidade... Essa fantasia utópica é sedutora e amplamente compartilhada, porém impraticável. O conflito é inevitável pelo simples fato de que a criança sempre se opõe aos limites, pelo menos nos primeiros tempos, e que o enfrentamento contribui para o fortalecimento da sua estrutura, embora muitas vezes consuma uma enorme quantidade da energia dos pais. Uma criança pequena não é um ser civilizado: ela é dominada pelas suas pulsões, pelo "princípio do prazer" e pelo sentimento de onipotência; para que ela se torne um ser civilizado, deve transformar o seu funcionamento inicial. Para que isso aconteça, a autoridade de seus pais é indispensável. Uma criança se constrói ao se opor. Essas divergências criam inevitavelmente fricções. Para Claude, assumir essas fricções, sem procurar a qualquer preço preservar a paz do momento, significa simplesmente cumprir com o seu dever de educador.
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